O Ministério dos Transportes anunciou nesta terça-feira (28) um portfólio ambicioso para o setor de infraestrutura de transportes, com previsão de atrair cento e sessenta e um bilhões de reais em investimentos em 2025. O plano inclui beneficiar cerca de 8.400 quilômetros de rodovias e realizar 15 leilões, consolidando o maior portfólio de concessões já apresentado pelo governo federal.
Durante o anúncio, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou o avanço do setor e a eficiência do modelo adotado. “Nos últimos dois anos tivemos um ambiente produtivo, mas em 2025 teremos um cenário ainda mais positivo. Essa carteira confirma que podemos avançar com infraestrutura rodoviária com menor impacto ao orçamento público, mais sustentabilidade e melhores condições para a economia crescer”, afirmou. Ele também ressaltou que os contratos estão mais equilibrados, oferecendo custos menores para os usuários e maior segurança para o setor privado.
A secretária Nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, enfatizou que, pela primeira vez, os leilões abrangem as cinco regiões do país: Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. “Isso demonstra que projetos de infraestrutura podem ser desenvolvidos em qualquer lugar do Brasil”, declarou.
O portfólio para 2025 é uma iniciativa da Nova Política de Outorga, alinhada às diretrizes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa política tem como objetivo ajustar os contratos de concessão para reduzir custos aos usuários, ao mesmo tempo em que garante rentabilidade adequada às concessionárias. No âmbito do Novo PAC, o governo federal prevê um investimento total de duzentos e oitenta bilhões de reais em infraestrutura de transportes, sendo cento e oitenta e cinco bilhões e oitocentos milhões de reais em rodovias e noventa e quatro bilhões e duzentos milhões de reais em ferrovias. Desses recursos, uma parcela significativa será destinada às estradas incluídas no pacote de concessões.
Entre os 15 projetos de leilão previstos para 2025, 13 receberão recursos do Novo PAC. O pipeline também inclui 11 novos editais, como os trechos da BR-116/BA/PE, que conectam Feira de Santana (BA) a Salgueiro (PE), e os Lotes 4 e 5 das Rodovias Integradas do Paraná.
Além das novas concessões, o portfólio contempla três projetos de otimizações contratuais, que somam trinta e oito bilhões de reais. Esses contratos são voltados para a modernização e retomada de obras em estradas federais que enfrentavam desempenho insatisfatório. O Programa de Otimização, lançado em 2023, tem como foco atualizar contratos antigos, adaptando-os à nova realidade de demanda urbana e ao fluxo das rodovias. As rodovias otimizadas vão novamente a leilão com editais diferenciados, promovendo intervenções mais rápidas e eficazes.
Renan Filho destacou que esse modelo oferece vantagens em relação à Lei de Relicitações, que, segundo ele, havia se tornado sinônimo de obras paralisadas. “A otimização permite definir nova tarifa, prazo e obras, garantindo o início ou retomada de projetos que ficaram anos parados”, explicou.
Nos últimos dois anos, o Ministério dos Transportes realizou nove leilões, assegurando cento e oito bilhões e trezentos milhões de reais em investimentos. Para 2025, o governo pretende superar esse marco, consolidando uma estratégia que combina investimento público e tração do capital privado. Segundo Renan Filho, “é possível fazer investimentos públicos dentro da sustentabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, impulsionar a participação privada.”
O portfólio de concessões de 2025 reforça o compromisso do governo federal em modernizar a infraestrutura de transportes, estimular a economia e promover desenvolvimento em todas as regiões do país.
Fotos: Marcio Ferreira

