O avanço do projeto do governo de Minas para privatizar trecho da MG-010, na Linha Verde, e a possível instalação de pedágios entre Belo Horizonte e o Aeroporto de Confins gerou preocupação entre vereadores da capital. Nesta quinta-feira (6 de dezembro), foi aprovada a realização de uma audiência pública no dia 20 de março para debater o tema, com a presença de representantes do governo Zema.

O vereador Wanderley Porto (PRD), autor do requerimento, destacou que a proposta prevê seis pontos de pedágio entre Belo Horizonte e Confins, com tarifas estimadas em R$ 18,36 para ida e volta. Ele ressaltou que a medida impactará milhares de pessoas que utilizam a rodovia diariamente, além daqueles que precisam acessar o terminal aeroviário.

“Foi uma demanda que chegou de motoristas que utilizam a rodovia para prestação de serviços e estavam preocupados com o impacto que isso pode causar na vida deles”, afirmou. O requerimento foi aprovado por unanimidade na Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços, e os interessados agora serão acionados para participar do debate.

O projeto, denominado “Lote Rodoviário 8: Vetor Norte”, integra o programa de concessões do governo Romeu Zema (Novo). As audiências públicas sobre o tema foram concluídas em dezembro do ano passado, e a expectativa do governo estadual é realizar a concessão ainda no primeiro semestre deste ano.

O trecho entre Belo Horizonte e Confins é apenas uma parte das rodovias incluídas na concessão. No total, serão 181 quilômetros de estradas atravessando 13 municípios da região metropolitana. O primeiro eixo vai de Belo Horizonte a Sete Lagoas, passando por Vespasiano, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Matozinhos e Prudente de Morais. O segundo segue para Confins, Santa Luzia, Lagoa Santa e Jaboticatubas, com impactos em Capim Branco e Santana do Riacho.

Segundo documentos do governo, a concessão prevê investimentos superiores a R$ 4 bilhões e a criação de 4 mil empregos durante os anos de maior aporte financeiro. Além dos seis pedágios entre Belo Horizonte e Confins, o projeto inclui 13 pontos de cobrança ao longo das rodovias concedidas.

Foto: Dara Ribeiro/CMBH


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