O presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta sexta-feira (21) que as denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro não alteram a posição do partido sobre a anistia aos presos pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

“Nada afeta a decisão dos nossos parlamentares, que terão, como em qualquer votação do Congresso Nacional, a liberdade de decidir”, declarou Kassab em entrevista após uma palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O secretário ressaltou que o PSD mantém sua tradição de não fechar questão em votações e que cada parlamentar tem autonomia para definir sua posição. Questionado sobre um encontro recente com Bolsonaro, Kassab negou que tenha sido para discutir o tema da anistia. “Falamos sobre diversos assuntos. Foi uma conversa respeitosa e positiva, abordamos visões sobre o país e a política, sem tratar de um tema específico”, esclareceu.

Segundo Kassab, o diálogo entre ele e o ex-presidente pode ter fortalecido a relação entre ambos, e ele pretende manter essa boa relação. “Acho que Bolsonaro é um quadro importante do país, foi presidente da República e continua sendo uma liderança de grande relevância”, afirmou.

Sobre a queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Kassab ressaltou sua posição pessoal. “Falo por mim: sou torcedor do governo. Ele foi eleito e tem experiência. Tudo o que estiver ao nosso alcance para contribuir com seu sucesso, desde que esteja alinhado com nossos programas, terá nosso apoio”, declarou.

O líder do PSD reforçou que seu partido não faz oposição sistemática e não torce contra o governo. “Não sou daqueles que atira pedra gratuitamente. O PSD não apoiou Lula na eleição, mas reconhece sua legitimidade e avalia suas propostas caso a caso. Sempre apoiamos medidas que consideramos benéficas para o país”, concluiu Kassab.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


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