O Brasil iniciou o ano de 2025 com um saldo positivo de 137.303 empregos formais, conforme os dados divulgados pelo Novo Caged nesta quarta-feira (26) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Durante coletiva em Brasília, o ministro destacou o resultado como um indicativo promissor para o mercado de trabalho no país.

“Foram mais de 137 mil novos postos formais no mês, o que fortalece a economia e reforça nossa expectativa de crescimento ao longo do ano. A meta é manter a trajetória positiva registrada em 2024”, afirmou Marinho.

Dos empregos criados, 71,1% correspondem a postos típicos, enquanto os não típicos representaram 29%, incluindo trabalhadores registrados via CAEPF na agricultura (21.966), aprendizes (12.421) e aqueles com jornada de até 30 horas semanais (10.979).

O saldo positivo foi impulsionado por quatro dos cinco principais setores da economia. A Indústria foi responsável pela maior geração de empregos, com 70.428 novos postos, seguida pelos Setores de Serviços (45.165), Construção Civil (38.373) e Agropecuária (35.754). O único setor com saldo negativo foi o Comércio, que perdeu 52.417 postos.

Das 27 Unidades da Federação, 17 apresentaram crescimento na geração de empregos. Os destaques foram São Paulo (36.125 novos postos, alta de 0,25%), Rio Grande do Sul (26.732, crescimento de 0,94%) e Santa Catarina (23.062, aumento de 0,90%). No lado oposto, os estados com maior retração foram Pará (-2.203), Pernambuco (-5.230) e Rio de Janeiro (-12.960).

A região Sul liderou a criação de empregos em janeiro, com 66.712 novas vagas, impulsionada principalmente por Rio Grande do Sul (26.732) e Santa Catarina (23.062). O Centro-Oeste registrou 44.363 novos postos, seguido pelo Sudeste (27.756) e Norte (1.932). O Nordeste foi a única região com saldo negativo, registrando uma perda de 2.671 empregos.

O salário médio real de admissão em janeiro de 2025 foi de R$ 2.251,33, representando um aumento de R$ 89,01 (4,12%) em relação a dezembro de 2024, quando o valor foi de R$ 2.162,32. Em comparação com janeiro de 2024, considerando o ajuste sazonal, o ganho real foi de R$ 40,75, equivalente a 1,84%.

Foto: Allexandre Silva / MTE

 

 


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