A defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Os advogados sustentam que Câmara utilizou apenas “fontes abertas” para obter informações sobre o ministro Alexandre de Moraes, argumentando que essa prática não configura crime.
A PGR incluiu na denúncia mensagens em que Câmara repassava ao tenente-coronel Mauro Cid a localização de Moraes. No acordo de delação premiada, Cid afirmou que solicitou a Câmara o monitoramento do ministro e declarou que ele era o responsável por essas operações.
A defesa de Câmara, no entanto, contesta essa versão, alegando que a expressão correta seria “acompanhamento por fontes abertas” e não “monitoramento”. Segundo os advogados, a consulta a ferramentas como o Google, ligações telefônicas e agendas públicas não caracteriza um ato ilegal. “O que há de ilícito em pesquisar por fontes abertas?”, questiona o documento.
Os advogados também pedem que Moraes se afaste da relatoria do caso, sob o argumento de que haveria conflito de interesses. No entanto, pedidos semelhantes já foram rejeitados pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso.
Marcelo Câmara trabalhou com Bolsonaro tanto durante o governo quanto posteriormente, como assessor do ex-presidente. Ele deixou o cargo em outubro de 2023.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

