A Frente Parlamentar Brasil-Asean pretende trabalhar, ao longo deste ano, em propostas legislativas para fortalecer o comércio entre o Brasil e os países do Sudeste Asiático. A Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) é composta por Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Singapura, Tailândia, Vietnã e Brunei, sendo o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Durante o lançamento da frente parlamentar, nesta quinta-feira (13), o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, destacou a importância do mercado asiático para o Brasil, não apenas no agronegócio e nas proteínas animais, mas também no intercâmbio de tecnologia, área prioritária para a Asean.

“Ainda somos analógicos. Precisamos avançar na digitalização e na desburocratização em setores essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Essa parceria coloca o Brasil na rota do desenvolvimento tecnológico”, afirmou o ministro.

Ele também ressaltou que, em 2025, uma das prioridades será estreitar parcerias na área da construção civil. “O Brasil possui uma grande carteira de concessões para investimentos em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Grandes investidores da Asean demonstram interesse estratégico em aportar recursos nesses setores”, acrescentou.

O deputado Waldemar Oliveira (Avante-PE), presidente da frente parlamentar, destacou que, em 2020, o comércio entre Brasil e Asean superou 22 bilhões de dólares, um crescimento de aproximadamente 30% em relação aos anos anteriores.

“Essa é uma região de grande relevância para o Brasil, especialmente em oportunidades para exportação de bens industriais e serviços”, afirmou Oliveira. “A relação comercial com a Asean permite diversificação e criação de novos mercados, reduzindo a dependência de economias tradicionais e fortalecendo nossa posição no cenário internacional”, acrescentou.

Atualmente, a pauta de exportações do Brasil para os países do bloco asiático é composta principalmente por produtos agrícolas, como soja, café, carne bovina e frango. No entanto, há expectativas de um aumento da participação de bens industriais e serviços, impulsionando ainda mais as relações comerciais entre os dois mercados.

 

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados