Pensando na reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem apostado em diversas estratégias de propaganda que possam o favorecer. Uma delas consiste em investir nas diferenças ideológicas, nas redes sociais e no sentimento antipetista, que ronda parte do eleitorado, e, aos poucos, ir relembrando a população dos casos de corrupção envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lideras as intenções de voto.
Por outro lado, ainda que exista inúmeras denúncias sobre sua gestão, nenhuma delas está concluída, assim,Bolsonaro usa a seu favor que seu governo não manchas éticas e morais na Esplanada .
As redes sociais será algo bem explorado pelo presidente. Para especialistas, as pautas ideológicas inevitavelmente serão abordadas pela campanha de Bolsonaro, mas o fator decisivo será a situação econômica do país. Os analistas acreditam ainda que estratégias convencionais, como campanhas em televisão, devem fortalecer a atuação nas redes.
Sobre à COVID-19, onde o presidente tem baixa aprovação de desempenho, ele pretende “colocar” na conta de governadores, prefeitos por medidas restritivas adotadas para conter a disseminação do vírus e se isentado de responsabilidades, além de dizer que “fez sua parte” e “não errou nenhuma” no combate à doença que vitimou mais de 662 mil brasileiros.
No aspecto da economia, o seu principal feito foi o Auxílio Brasil. Em março, por exemplo, autorizou o pagamento antecipado do 13º salário a 30 milhões de aposentados e pensionistas do INSS e o saque de até R$ 1.000 a trabalhadores com saldo em contas de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As outras questões como a inflação,a alta dos preços dos combustíveis, embora sem resultados práticos, o chefe do Executivo também pressionou publicamente o até então comandante da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, a baixar os valores praticados pela estatal, mas que são atrelados à inflação internacional e agravado com a guerra no Leste Europeu e o substituiu no cargo na tentativa de mostrar que tem agido para estancar a sangria do bolso do brasileiro.
Com objetivos de conquistar novos eleitores, o plano de Bolsonaro ainda passa por manter fiel a base que o elegeu em 2018. É o caso dos evangélicos e militares, com os quais tem se reunido frequentemente, além de acenar à agenda de costumes discursando contra o aborto, as drogas e favor do armamento. Na semana passada, o presidente apontou que as Forças Armadas “são a âncora” do país e que podem fazer com que a nação “rume à normalidade”.
O eleitorado feminino, público no qual mais enfrenta rejeição, é outro alvo que o presidente visa conquistar. Ele tem investido na presença da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, nas viagens que faz pelo país. Recentemente, Michelle participou de agendas no Sul do país. Ele acredita que ela consiga angariar votos no pleito de outubro.

