O Tribunal Superior de Londres, no Reino Unido, agendou para os dias dois e três de julho uma audiência denominada “Case Management Conference” (Conferência de Gerenciamento de Caso), referente à segunda fase do processo movido por atingidos pela tragédia de Mariana contra a mineradora anglo-australiana BHP. O caso é conduzido pelo escritório internacional Pogust Goodhead, que representa cerca de seiscentas e vinte mil vítimas do rompimento da barragem do Fundão, ocorrido em 2015, no município mineiro.
A tragédia resultou na morte de dezenove pessoas e causou severos danos socioambientais em diversas cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. A audiência tem como objetivo organizar as etapas administrativas e processuais da nova fase do julgamento, marcada para outubro de dois mil e vinte e seis. Nela, serão discutidos os prejuízos causados pela catástrofe e as indenizações devidas às vítimas.
Segundo o escritório Pogust Goodhead, o agendamento da audiência ainda no primeiro semestre de dois mil e vinte e cinco reforça a agilidade e o comprometimento da Justiça britânica com o caso. A banca também informou que solicitará a antecipação dos pagamentos das indenizações, medida que deve ser aceita pela corte.
Durante a audiência, serão tratados temas como provas periciais e testemunhais, escopo e formato da preparação do julgamento, além de pedidos prévios das partes envolvidas. Também será estabelecido um cronograma com os prazos para a apresentação dos documentos necessários ao processo, tanto em formato físico quanto digital.
“Essa organização é essencial para garantir o andamento correto até o julgamento”, informou o escritório. A expectativa é de que essa etapa contribua para acelerar a reparação às vítimas da tragédia de Mariana.
Foto: Rogério Alves/TV Senado

