O Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, enviado ao Congresso Nacional, estima que a economia brasileira crescerá 2,5% no próximo ano. Para 2025, a projeção é de uma expansão de 2,31% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo o governo, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá recuar nos próximos anos, alcançando 3,5% em 2026, 3,1% em 2027 e 3% em 2028 e 2029. Em 2024, a inflação projetada é de 4,9%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para corrigir o salário mínimo, deve ficar em 3,4% em 2026 e em 3% entre 2027 e 2029 — abaixo dos 4,76% estimados para este ano.
A previsão para o IPCA em 2026 está dentro da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a inflação poderá variar entre 1,5% e 4,5% sem descumprir a meta oficial.
Para os juros, o governo estima uma taxa Selic acumulada de 12,56% em 2026, caindo para 10,09% em 2027, 8,27% em 2028 e 7,27% em 2029. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano.
O PLDO projeta ainda taxa de câmbio média de R$ 5,97 em 2026, R$ 5,91 em 2027, R$ 5,07 em 2028 e R$ 5,10 em 2029. O preço do barril de petróleo, utilizado para calcular receitas da União com royalties, foi estimado em US$ 66,74 para 2026 e em torno de US$ 66 nos anos seguintes.
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

