O deputado Pedro Lucas (MA), líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, afirmou nesta sexta-feira (25) que continuará colaborando com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo após ter recusado o convite para assumir o Ministério das Comunicações. Embora tenha sinalizado apoio às pautas de interesse do Palácio do Planalto, Pedro Lucas evitou se comprometer com a campanha de reeleição de Lula em 2026, destacando que o União Brasil é um partido “plural, com várias tendências”.

“Claro que tenho que respeitar aqueles que pensam diferente do governo, mas o que eu puder fazer para contribuir com essa construção, farei de forma transparente”, declarou o parlamentar. Segundo ele, a discussão sobre as eleições de 2026 deve ocorrer apenas no momento oportuno. “Precisamos nos fortalecer nos estados para, em 2026, pleitear posições maiores, como uma candidatura majoritária, uma vice ou ampliar nossas bancadas no Congresso”, explicou.

Pedro Lucas também comentou a formação da federação entre o União Brasil e o PP, cujo anúncio está previsto para a próxima terça-feira. Segundo ele, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, comandará a federação até dezembro de 2026, o que dará à legenda uma posição estratégica nas eleições do próximo ano. No entanto, o arranjo é contestado por Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, que também almejava o controle da federação.

Antes do anúncio oficial, Rueda terá uma reunião com deputados do União Brasil para acertar detalhes internos. O PP já aprovou o acordo em suas instâncias partidárias.

Sobre o novo ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, Pedro Lucas revelou que foi procurado para ajudar na aproximação do ministro com a bancada da legenda. O deputado explicou que os parlamentares do União não participaram da escolha de Frederico, que foi indicada diretamente pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Ele (Frederico) já me procurou e conversamos. Vamos articular uma reunião com a bancada para que ele seja apresentado, tenha respaldo e possa atuar. O Ministério das Comunicações é grande, com muitos projetos importantes, especialmente em conectividade”, afirmou.

Por fim, Pedro Lucas comentou a desistência de assumir o ministério. O deputado reconheceu que, inicialmente, havia sinalizado positivamente ao convite feito após uma reunião com Lula. Contudo, a dificuldade em construir consenso interno no União Brasil, diante da disputa pela liderança na Câmara, inviabilizou sua nomeação. “Sinalizei que sim, mas pedi tempo para construir apoio dentro da bancada. Essa construção não foi possível e houve disputa até o último minuto”, relatou.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

 


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