O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a sancionar sem vetos significativos o projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (21) e que retornará à Câmara dos Deputados. Apesar das críticas de ambientalistas e da oposição da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a avaliação no Palácio do Planalto é que não há espaço político para uma reação mais contundente.
A proposta foi aprovada por ampla maioria, com 54 votos favoráveis e apenas 13 contrários, o que reforça o apoio do Congresso. Um eventual veto simbólico, segundo fontes do governo, não justificaria o desgaste com a base parlamentar. A matéria contou com a articulação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado do Executivo.
Integrantes do governo argumentam que participaram ativamente das negociações do texto final, ao lado dos relatores Tereza Cristina (PP-MS) e Confúcio Moura (MDB-RO), conseguindo suprimir pontos considerados excessivos.
Esse esforço é apresentado como resposta às críticas de Marina Silva, cuja atuação no Legislativo foi considerada limitada por alguns interlocutores do Planalto. Um veto total só será considerado caso a Câmara altere substancialmente o texto aprovado pelos senadores.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

