O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (22) que a disputa ao Senado em 2026 será uma verdadeira “guerra” para a direita e disse aguardar a definição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre qual cargo pretende disputar no próximo pleito. A declaração foi dada durante o evento de filiação do secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, ao PP, realizado em São Paulo.

Valdemar reiterou que, mesmo inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será mantido como candidato à Presidência até eventual impugnação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Quem vai dizer quem será o candidato é o Bolsonaro. Ele é o dono dos votos”, afirmou.

A movimentação entre PL e PP mira as duas vagas ao Senado que estarão em disputa em São Paulo. Valdemar indicou que os nomes cotados pelo PL são o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o próprio Derrite. “Eduardo está eleito hoje pelas pesquisas. Vamos trabalhar para manter essa candidatura. Pode ser que a outra vaga fique com Derrite. Vai ser uma guerra, não vai ser fácil”, declarou.

Questionado sobre uma possível chapa presidencial com Tarcísio e Eduardo, Valdemar desconversou. Afirmou apenas que Eduardo, em autoexílio nos Estados Unidos desde março, retornará ao Brasil ao final da licença de quatro meses.

Ele evitou comentar a saída de Fábio Wajngarten do partido após atritos com Michelle Bolsonaro e não projetou a ex-primeira-dama como possível candidata ao Planalto. “Temos que ver o que o Tarcísio vai resolver para então definir nosso caminho”, disse.

Tarcísio, por sua vez, tem reforçado que não será candidato à Presidência, em sinal de fidelidade a Bolsonaro, a quem considera seu padrinho político. O governador participou do evento organizado pelo PP, adiado para possibilitar sua presença.

No encontro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) defendeu que Derrite dispute o governo paulista. “Vamos defender essa candidatura, mas é uma construção”, afirmou. Apesar da viabilidade de Tarcísio, Ciro reforçou o apoio à candidatura de Bolsonaro: “Vamos insistir até o fim. Se não for ele, Michelle Bolsonaro ganharia de Lula. Tarcísio ganharia fácil. Os filhos também são fortes. Qualquer nome apoiado por Bolsonaro é muito competitivo.”

Foto: Bruno Santos

 


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