A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa de Marina Silva (Meio Ambiente) após a titular da pasta abandonar uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, nesta terça-feira (28), em meio a discussões acaloradas com parlamentares sobre a pavimentação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus.

Gleisi classificou como “inadmissível” a conduta dos senadores Marcos Rogério (PL-RO), presidente da comissão, e Plínio Valério (PSDB-AM), durante a audiência. Em nota divulgada por sua assessoria e em postagem nas redes sociais, a ministra criticou os ataques direcionados a Marina, expressando solidariedade em nome do governo Lula. Omar Aziz (PSD-AM), que também discutiu com a ministra, não foi citado por Gleisi.

“Inadmissível o comportamento do presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Marcos Rogério, e do senador Plínio Valério. Totalmente ofensivos e desrespeitosos com a ministra, a mulher e a cidadã. Manifestamos repúdio aos agressores e total solidariedade do governo do presidente Lula à ministra Marina Silva”, diz a nota.

A situação se agravou após Plínio Valério declarar que respeitava a mulher Marina, mas não a ministra. Marina exigiu um pedido de desculpas para continuar na audiência, o que foi recusado pelo senador. Em março, o tucano já havia feito outra declaração ofensiva, ao dizer que tinha vontade de enforcar a ministra. Diante da recusa, Marina Silva deixou a sessão, alegando falta de respeito mesmo sendo convidada oficialmente pela comissão.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também se manifestou em solidariedade. Em nota nas redes sociais, destacou que o episódio foi um caso de violência política de gênero e raça. “Seguimos em pé, de mãos dadas, reafirmando que não seremos interrompidas”, declarou.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

 


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