O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado que o Ministério da Justiça formalize o pedido de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), atualmente na Itália e condenada a dez anos de prisão. Além disso, Moraes comunicou à Câmara dos Deputados a perda do mandato da parlamentar e transformou sua prisão preventiva em prisão definitiva.

Na sexta-feira, a Primeira Turma do STF rejeitou, por unanimidade, um recurso de Zambelli contra a condenação imposta em maio, encerrando a ação penal. Com a decisão, Moraes ordenou a prisão definitiva tanto de Zambelli quanto do hacker Walter Delgatti, que também foi condenado na mesma ação a oito anos e três meses de prisão.

Ainda na quarta-feira, Moraes havia decretado a prisão preventiva da deputada, após ela anunciar sua saída do Brasil. Agora, o mandado de prisão passa a ser definitivo, marcando o início do cumprimento da pena. Delgatti, que já estava preso preventivamente, continuará detido.

Na quinta-feira, Zambelli foi incluída na lista vermelha da Interpol, tornando-se procurada em 196 países. No mesmo dia, confirmou ter chegado à Itália, país do qual possui cidadania.

Em sua decisão mais recente, Moraes determinou que sejam enviados ao Ministério da Justiça todos os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição, com base no tratado entre Brasil e Itália. O ministro também ordenou a comunicação imediata ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a perda do mandato da deputada, conforme previsto na sentença condenatória.

Zambelli e Delgatti foram condenados pela Primeira Turma do STF pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, relacionados à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A deputada alega que o hacker agiu por conta própria e tenta responsabilizá-la injustamente. Já Delgatti admite sua participação, mas afirma ter agido a mando de Zambelli.

Foto: Antônio Augusto/STF


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