O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (17), em São Paulo, a redução do preço do gás natural como medida essencial para impulsionar a reindustrialização do país. Segundo ele, é necessário garantir segurança jurídica, previsibilidade e respeito aos contratos, ao mesmo tempo em que a Petrobras cumpra seu papel social, especialmente em áreas onde detém monopólio, como o escoamento do gás das plataformas marítimas.

“O Brasil precisa ter como premissas a segurança jurídica, o respeito aos contratos e a previsibilidade. A Petrobras, ao mesmo tempo que tem sua natureza jurídica, tem um grande papel social, especialmente onde ela tem monopólio, como no escoamento do gás natural das nossas plataformas. É preciso equilibrar a força empresarial com a compreensão das necessidades do Brasil. Não se trata de intervencionismo, e a valorização das ações da companhia durante a gestão do presidente Lula é a maior prova disso”, declarou o ministro.

Silveira participou do seminário “Gás para Empregar: Construindo uma Estrutura Justa e Sustentável de Preços”, promovido na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Durante o evento, ele também defendeu mudanças na atuação da Petrobras no mercado de gás natural, destacando a necessidade de reduzir os altos índices de reinjeção do insumo.

“Nós precisamos que a estrutura corporativa da Petrobras ajude o Brasil. E que daqui para frente a companhia tenha a condição de diminuir a reinjeção do gás para aumentar esse importantíssimo combustível para a indústria nacional”, afirmou.

O ministro disse ainda que o primeiro passo será a participação da Petrobras, em parceria com a PPSA, no primeiro leilão de gás da União, previsto para ocorrer até o primeiro semestre de 2025.

Foto: Ricardo Botelho/MME


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