A Prefeitura de Belo Horizonte iniciou nesta semana uma pesquisa para mapear a demanda do transporte coletivo noturno, com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço e atender melhor quem trabalha ou circula pela cidade durante a madrugada. A ação é coordenada pelas secretarias municipais de Mobilidade Urbana (SMMUR) e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais (SMDE), visando adaptar os horários e a oferta de ônibus às necessidades de comerciantes, trabalhadores e frequentadores noturnos.

A pesquisa origem-destino pretende identificar os horários de maior movimentação, os principais locais de embarque e desembarque e os padrões de deslocamento de quem utiliza o transporte público à noite.

Com as informações coletadas, será possível planejar melhorias nos itinerários e horários das linhas noturnas, reduzindo o tempo de espera e os custos das viagens, além de ampliar a cobertura e a segurança do serviço. A proposta é tornar o transporte coletivo mais eficiente e atrativo para estudantes e profissionais que atuam em turnos noturnos.

Atualmente, cerca de 0,3% dos passageiros diários utilizam o transporte coletivo durante a madrugada. Mesmo com essa baixa demanda, Belo Horizonte oferece 517 viagens nos dias úteis e 554 viagens nos sábados e domingos, com atendimento garantido em todas as regiões da cidade.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Adriano Faria, ressaltou a importância da participação de trabalhadores de diversos setores. “Queremos que empreendedores e trabalhadores de shoppings, bares, restaurantes, hospitais e universidades contribuam com a pesquisa para que possamos melhorar o transporte noturno”, afirmou.

Lucas Colen, subsecretário de Planejamento da Mobilidade da SMMUR, destacou que o estudo é essencial para aprimorar o sistema. “O objetivo é entender a rotina de deslocamentos dos usuários que dependem do transporte público fora dos horários tradicionais, com foco especial nos trabalhadores do comércio e nos estudantes do ensino noturno”, explicou.

Foto: Divulgação/PBH


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