O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, nesta quarta-feira (2), o projeto de lei que autoriza o funcionamento de bingos, cassinos e regulariza jogos de azar no Brasil, incluindo o jogo do bicho. Durante seu pronunciamento no Plenário, Girão afirmou que a proposta (PL 2.234/2022) pode agravar problemas sociais semelhantes aos já identificados com a legalização das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets.
Girão leu parte de uma carta enviada pelo Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), que expressa rejeição ao projeto. O documento destaca riscos como vício, endividamento, conflitos familiares, corrupção e lavagem de dinheiro. “As lideranças cristãs planejam divulgar, durante as eleições, os nomes dos parlamentares que apoiarem o projeto”, informou Girão.
Para o senador, o projeto não favorece o interesse público nem contribui para a geração de empregos. “Os jogos desviam parte da renda da população que deveria fortalecer o comércio local”, disse.
“O que está acontecendo hoje eu já havia alertado: endividamento, destruição de casamentos, famílias em colapso, perda de emprego. E há ainda uma consequência trágica: o suicídio, que é uma pandemia”, declarou. “O público das bets vai de adolescentes até quarenta e nove anos. Não podemos transformar o Brasil no país da jogatina.”
Girão questionou quem realmente se beneficia da proposta. “Isso não é prioridade do povo brasileiro. Isso interessa a quem? Isso não gera emprego, isso já está demonstrado.”
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

