Representantes de observatórios da mulher ligados a diferentes níveis de governo e a entidades da sociedade civil se reuniram nesta quinta-feira (3) no Senado para discutir a criação da Rede Nacional de Observatórios da Mulher. O encontro buscou articular esforços para integrar informações e fortalecer as ações de combate à violência contra as mulheres em todo o país.
A proposta de criação da rede nacional foi apresentada pela senadora Augusta Brito (PT-CE) durante seu período na presidência da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher. Um dia antes da reunião, na quarta-feira (2), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realizou uma audiência pública para debater o tema. Na ocasião, foram apresentados dados coletados de 54 observatórios, com informações detalhadas sobre o perfil e os projetos de cada um deles.
Esses dados foram organizados pelo Observatório da Mulher contra a Violência, órgão do Senado que centraliza informações sobre o tema. “É possível buscar esses 54 observatórios por estado e conhecer os trabalhos de cada um deles. Essa integração era algo que não existia, e já é um primeiro passo para dar mais visibilidade a iniciativas regionais”, explicou Maria Teresa Firmino Prado Mauro, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência.
Ela ressaltou que o Senado terá papel estratégico na definição do modelo de governança da futura rede e na construção de ações conjuntas. “Nosso trabalho é essencial, pois o Senado representa todos os estados. Ao disponibilizar essas informações de forma organizada, facilitamos o acesso a dados qualificados e decisões baseadas em evidências, subsidiando, inclusive, o trabalho dos parlamentares”, afirmou Maria Teresa.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

