Naum Giló

Roberto Gómez Bolaños — também conhecido como Chespirito — morreu em 2014, deixando uma enorme herança para para a família. O criador de personagens icônicos como Chaves e Chapolin, que fizeram sucesso em vários países, inclusive no Brasil, deixou uma fortuna estimada em 50 milhões de dólares, de acordo com a TV Azteca, do México.

No câmbio atual, o montante corresponde a cerca de 1 bilhão de pesos mexicanos ou 310 milhões de reais.

A herança continua sendo alvo de polêmica entre os filhos e a viúva, Florinda Meza. De acordo com a imprensa mexicana, o testamento do criador de Chaves destinou cerca de 15 milhões de dólares aos seis filhos que ele teve com a primeira esposa, Graciela Fernández.

Florinda, no entanto, ficou responsável por administrar a maior parte do legado cultural e financeiro deixado por Bolaños — incluindo direitos autorais e biográficos dos personagens. A decisão gerou tensões familiares, com os herdeiros contestando judicialmente a validade do testamento, sob a alegação de que o ator já estava debilitado quando o assinou. Florinda nega qualquer disputa e diz estar apenas cumprindo a vontade do marido.

“Nunca busquei conflito”, diz Florinda Meza

A intérprete de Dona Florinda e esposa de Bolaños, Florinda Meza chegou a publicar uma carta aberta abordando o testamento de Roberto. Ela negou que tivesse uma rixa com os seis filhos que Chespirito teve com a ex-esposa, Graciela Fernández.

“Todos sabem que Roberto Gómez Bolaños é o amor da minha vida. Quando ele fez seu testamento, fiquei tranquila, pois ele decidiu aquilo que o deixou em paz. Em 2014, Roberto morreu nos meus braços. Meu luto por sua ausência tem sido longo e doloroso, passei anos isolada, me recuperando” , escreveu nas redes sociais, à época em que os programas de Bolaños haviam deixado de ir ao ar em todo o mundo.

“Quero esclarecer que, até hoje, não processei ninguém, não é meu desejo e espero não me ver na necessidade de fazê-lo, por nenhum motivo. Nunca busquei conflito com os filhos do amor da minha vida” , continuou.

Florinda ainda comentou o esforço para que os programas voltassem ao lar dos fãs do trabalho do falecido marido: “A última vontade de Roberto exige que eu intervenha para proteger seu legado, porque ele confiava em mim e assim dispôs em seu testamento. Se eles quiserem, podemos resolver isso imediatamente, é urgente que o riso retorne aos lares.”

Fora do ar

Chaves e Chapolin deixaram de passar em todos os locais do mundo onde era exibido em 2020, inclusive no SBT, no Brasil.

Naquele período, a Televisa empresa responsável pela distribuição das obras de Roberto Bolaños, afirmou que houve um desacordo com o Grupo Chesperito, liderado pelos filhos do artista. Os programas voltaram para televisão no ano passado.

 


Avatar

administrator