O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados, protocolou neste domingo uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a apreensão do passaporte diplomático do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar também requereu a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga atos de obstrução de Justiça e coação praticados por Eduardo.
Na petição, Lindbergh renovou o pedido de prisão preventiva de Eduardo, alegando a existência de novos elementos que indicariam risco de fuga — já que ele reside atualmente no exterior — além de tentativa de obstrução das investigações e articulações com atores internacionais contra o Estado de Direito. O parlamentar petista também pediu a imposição de medidas cautelares, como a proibição de contato com autoridades estrangeiras e restrições de movimentações políticas, diplomáticas e territoriais.
Em relação a Jair Bolsonaro, o líder do PT afirmou que o ex-presidente apoiou a retaliação internacional contra o Brasil. “Ele endossou a chantagem estrangeira, atribuiu as sanções de Trump à política externa brasileira e exigiu, em nota pública, que os Poderes da República ‘ajam com urgência’ para ‘resgatar a normalidade institucional’”, argumentou Lindbergh.
Sobre Flávio Bolsonaro, o parlamentar mencionou uma entrevista concedida pelo senador à CNN, na qual ele defendeu uma “anistia ampla, geral e irrestrita” como solução para a crise tarifária, classificando a medida como “o primeiro passo” para resolver o conflito com os Estados Unidos.
O inquérito, aberto com autorização do ministro Alexandre de Moraes, apura a atuação de Eduardo Bolsonaro em articulações com congressistas norte-americanos contra autoridades brasileiras. A investigação foi instaurada em maio após declarações do senador Marco Rubio sugerindo sanções contra o Supremo.
“Não se trata de discursos isolados. É uma guerra híbrida com traidores da pátria agindo dentro das instituições”, escreveu Lindbergh nas redes sociais ao anunciar o envio da petição.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

