A Prefeitura de Belo Horizonte está realizando obras em quatro bacias de contenção neste mês de julho, com o objetivo de ampliar a segurança da população e reduzir os impactos das chuvas, principalmente enchentes. As intervenções são coordenadas pela Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb), vinculada à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), e contam com investimentos superiores a R$ 3 milhões, provenientes do Fundo Municipal de Saneamento.
As obras ocorrem nas bacias de Assis das Chagas, Engenho Nogueira, Bonsucesso e Pampulha, com serviços de manutenção, desassoreamento, limpeza de dispositivos de drenagem, roçada e recuperação estrutural.
A Bacia de Detenção do Córrego São Francisco/Assis das Chagas, localizada na Avenida Assis das Chagas, foi concluída em 2019 e possui capacidade para reter até 41 milhões de litros de água, sendo fundamental para a proteção de áreas como o Bairro Indaiá e avenidas próximas ao Aeroporto da Pampulha. Estão em andamento serviços de recuperação de erosão na margem esquerda, manutenção da galeria, limpeza do canal de aproximação e da drenagem superficial. As obras, iniciadas em abril, devem ser concluídas até agosto, com custo estimado em R$ 1,45 milhão.
Na Bacia do Engenho Nogueira, que abrange parte do campus da UFMG e deságua no Ribeirão Pampulha, estão sendo realizadas ações de roçada, limpeza manual, desobstrução de drenagens e desassoreamento do reservatório. Com orçamento estimado em R$ 400 mil, a previsão é que os trabalhos sejam finalizados até o fim de agosto.
A Bacia do Córrego Bonsucesso, no Barreiro, com capacidade para reter 250 milhões de litros de água, é uma das maiores estruturas de controle de cheias da capital. Ela integra o plano de prevenção às enchentes da bacia do Ribeirão Arrudas e está recebendo limpeza, desobstrução e recuperação do gradil do vertedouro da barragem. A conclusão das obras está prevista para o fim de julho, com investimento de R$ 150 mil.
Já na Bacia da Pampulha, que abrange cerca de 97 km² e reúne 44 córregos e 507 nascentes que deságuam na Lagoa da Pampulha, estão sendo realizadas obras de desassoreamento e limpeza mecânica na entrada do canal de sedimentação. As intervenções começaram em maio e devem ser concluídas ainda em julho, com custo de R$ 1,05 milhão.
Durante o período de estiagem, a Suzurb intensifica ações de manutenção nessas estruturas, que são do tipo retenção ou detenção e fundamentais para controlar o escoamento das águas pluviais e evitar alagamentos. De janeiro a junho de 2025, foram executadas 55 intervenções em diversas bacias da cidade, incluindo remoção de sedimentos, roçadas e recuperação de canais. Segundo Jaime Lage, gestor da Smobi, aproximadamente 59 mil metros cúbicos de material foram retirados apenas nas ações de desassoreamento.
Foto: Divulgação/PBH

