A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi motivada por uma série de fatores, entre eles o apoio financeiro ao filho Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e o risco de fuga do país. A operação, autorizada por Moraes, foi executada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (19).

Bolsonaro declarou ter transferido R\$ 2 milhões a Eduardo, deputado federal licenciado, que está nos Estados Unidos. Eduardo afirmou ter mantido conversas com autoridades norte-americanas antes de o presidente Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. As circunstâncias levantaram suspeitas sobre articulações políticas com potenciais impactos sobre a soberania nacional.

O ex-presidente é investigado por obstrução de Justiça, coação no curso do processo e possíveis atentados contra a soberania brasileira. Além do uso da tornozeleira, Moraes determinou recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais, impedimento de contato com diplomatas estrangeiros e afastamento de embaixadas.

As medidas cautelares foram adotadas após representação da PF com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília, e na sede do PL, partido ao qual é filiado.

Em nota, a PF confirmou o cumprimento de “dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão”. Bolsonaro é réu em uma ação penal no STF que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. Na segunda-feira (15), a PGR apresentou as alegações finais do processo, pedindo a condenação do ex-presidente por cinco crimes.

Foto: Ton Molina/STF

 

 

 


Avatar

administrator