O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta terça-feira (29) uma comitiva formada por representantes da indústria do ferro-gusa de Minas Gerais e executivos de 16 siderúrgicas do Estado. O encontro ocorreu em Brasília e teve como foco os impactos de um possível aumento das tarifas de exportação do ferro-gusa brasileiro para os Estados Unidos.

Atualmente, a alíquota aplicada pelos norte-americanos é de 10%, mas há preocupação com um novo tarifaço anunciado por Donald Trump. Em 2024, as exportações brasileiras de ferro-gusa somaram 5,3 bilhões de dólares, sendo que 1,8 bilhão teve como destino os Estados Unidos. Minas Gerais respondeu por 64,9% desse montante. “Minas tem um protagonismo indiscutível nessa cadeia produtiva”, destacou o ministro.

Silveira afirmou que acompanha de perto a situação e está em contato direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para buscar alternativas ao cenário adverso. “Não vamos transigir na defesa dos interesses de Minas Gerais e do Brasil. Os empregos dos mineiros estarão representados nessa discussão, especialmente os do ferro gusa, do aço, da mineração, setores tão importantes em nosso Estado”, declarou.

O ministro também criticou o caráter político do possível aumento tarifário. “Participaremos de todas as discussões e grupos de trabalho para agirmos contra esta agressão desproporcional ao Brasil provocada por interesses políticos não legítimos”, disse. Ele ressaltou a importância de medidas que fortaleçam o setor internamente. “Vamos aguardar a efetivação ou não deste aumento da tarifa, mas também vamos trabalhar para buscarmos mecanismos e possibilidades para o fortalecimento da nossa siderurgia interna e também para abrir mercados.”

Além de empresários e dirigentes sindicais, participaram da reunião o presidente do Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer), Fausto Varela Cançado, e os prefeitos de Sete Lagoas, Douglas Melo, e de Matozinhos, Ítalo Borges.

Foto: Ricardo Botelho / MME


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