Os parques municipais e a Zoobotânica de Belo Horizonte vêm consolidando seu papel não apenas como locais de lazer e descanso, mas também como espaços de formação em pautas ambientais. No primeiro semestre deste ano, mais de 500 atividades de educação ambiental foram realizadas nesses espaços, reunindo mais de 45 mil participantes.
As ações são promovidas pela equipe de educação ambiental da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e têm como objetivo sensibilizar a população sobre a importância da preservação da natureza e incentivar práticas sustentáveis no cotidiano. “A educação ambiental tem se consolidado como uma das principais frentes de atuação nos parques e na Zoobotânica. A proposta é reforçar a conexão entre a população e a natureza urbana, estimulando uma consciência coletiva mais responsável e comprometida com o meio ambiente e com ações sustentáveis”, afirmou o presidente da FPMZB, Gelson Leite.
Entre os atendimentos, destacam-se as visitas da Zoobotânica, que reúne o Zoológico, o Jardim Botânico e o Aquário do Rio São Francisco. No período, aproximadamente 220 escolas participaram das atividades, sendo 134 públicas, das quais 94 da rede municipal. No total, 5.070 estudantes foram atendidos, incluindo 3.447 da rede municipal de ensino.
As atividades envolveram visitas guiadas e bate-papos temáticos sobre os animais, sua origem, hábitos, alimentação, comportamento e importância ecológica. Também foram abordadas as principais ameaças que sofrem. “Contextualizamos os visitantes sobre a chegada de algumas espécies, como o gorila e a onça pintada, e em quais situações esses e outros animais são direcionados para o Zoológico, como os resgatados do tráfico de animais silvestres e os que passam por reabilitação. Dessa forma, promovemos uma maior compreensão do papel essencial que os zoológicos modernos exercem na conservação da fauna e na educação ambiental”, explicou a assessora de Educação Ambiental Roberta Martins.
Nos parques municipais, as ações destacaram a relevância desses espaços na qualidade do ar, conservação da biodiversidade, preservação dos recursos hídricos e promoção do bem-estar coletivo. Foram promovidas 28 trilhas guiadas, com 658 participantes, além de campanhas educativas e atividades do calendário ambiental que envolveram mais de 3,9 mil pessoas.
“Um dos temas centrais abordados com os visitantes foi a campanha Não Alimente os Animais Silvestres, prática que pode causar sérios prejuízos à saúde das espécies e desequilíbrios no ecossistema. Outro ponto recorrente é a conscientização sobre os perigos dos incêndios florestais, que podem trazer prejuízos incalculáveis à natureza, ao patrimônio público e à sociedade, colocando em risco animais, vegetação, cursos d’água e a própria segurança e saúde dos frequentadores. Já as trilhas ecológicas foram apresentadas como oportunidades de conexão com a natureza e reflexão sobre o pertencimento às áreas verdes da cidade. Estar em contato com o meio ambiente desperta o senso de cuidado, responsabilidade e incentiva atitudes sustentáveis no dia a dia”, destacou Roberta Martins.
Foto: Suziane Brugnara

