A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que contará com nove advogados durante o julgamento que terá início na próxima terça-feira (2). A sessão envolverá Bolsonaro e outros sete réus apontados pela Procuradoria-Geral da República como integrantes do núcleo 1 da trama golpista.
O grupo de defesa será liderado por Celso Villardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, considerados os principais advogados do ex-presidente. Eles atuarão ao lado de outros profissionais e estagiários ligados aos três escritórios que representam Bolsonaro. Segundo a equipe, “a complexidade do processo exige uma atuação ampla e coordenada”, justificando a presença reforçada.
O julgamento ocorrerá na Primeira Turma do STF, composta pelo relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Bolsonaro e seus aliados respondem por crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
De acordo com a denúncia, “em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão”.
Além de Bolsonaro, são réus do núcleo 1: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice em 2022; e Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

