O senador Rodrigo Pacheco confirmou nesta segunda-feira (1º) sua permanência no PSD de Minas Gerais e aproveitou para cobrar da legenda uma postura clara contra iniciativas de aproximação com a extrema direita. Ele ressaltou que movimentos nesse sentido não condizem com a tradição do partido e defendeu que o foco deve permanecer em temas que interessam diretamente à população brasileira.
Em nota, o parlamentar foi enfático. “Afirmo que o PSD não compactua com nefastos ideais antidemocráticos, golpistas e radicais defendidos por representantes da extrema direita. Posição que, na minha visão, deve ser mantida e fortalecida para que, juntos, dentro da verdadeira premissa da social-democracia, não seja rompido o pacto de confiança com os nossos eleitores”, declarou.
Pacheco também destacou que a vocação do partido é voltada para propostas de interesse coletivo. “Em outros momentos muito mais difíceis, estivemos unidos e voltados para a defesa e promoção dos mais relevantes temas, como a reforma tributária e o Propag”, observou.
Sem mencionar nomes, ele criticou o que chamou de “tentativa desenfreada” de antecipar o calendário eleitoral de 2026. “Acompanho a tentativa desenfreada de antecipação do calendário eleitoral, como se as eleições fossem mais importantes que os problemas da nossa sociedade. E nesse contexto, também vejo a disputa partidária se sobrepor aos interesses das pessoas”, afirmou.
O senador disse ainda que segue comprometido com sua legenda. “Da minha parte, continuarei trabalhando com foco nas questões mais urgentes e sem nenhuma intenção de mudança, seja das minhas convicções ou de legenda partidária. Ingressei no PSD a convite de seu presidente nacional, Gilberto Kassab, permaneci dois mandatos à frente da Presidência do Senado na legenda, da qual sou grato e leal aos meus correligionários”, frisou.
Ele recordou a expansão do partido em Minas Gerais e a participação na gestão federal. “Em Minas, o partido cresceu graças a uma obra coletiva, para a qual modestamente pude contribuir. Ter o importante Ministério de Minas e Energia do governo Lula, além das eleições do saudoso Fuad Noman, em Belo Horizonte, e de mais 142 prefeitos, não foram obras do acaso, tampouco de terceiros”, destacou.
Ao concluir, Pacheco ressaltou o que considera a expectativa da sociedade. “A população espera dos homens públicos as entregas necessárias ao desenvolvimento das diversas áreas que importam efetivamente aos brasileiros. E temos muito a entregar, há muito trabalho a ser feito. Em Brasília, onde busco apresentar soluções reais para as demandas dos nossos municípios”, externou.
Foto Lula Marques/ Agência Brasil

