O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu com entusiasmo a uma declaração polêmica do governo dos Estados Unidos que ameaçou o Brasil com possíveis ações militares. Na terça-feira, ele compartilhou nas redes sociais um vídeo divulgado pela embaixada norte-americana, no qual Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca do presidente Donald Trump, alerta que medidas econômicas e militares podem ser usadas para defender a “liberdade de expressão”.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou a fase final do julgamento da trama golpista, processo que pode resultar na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus. Segundo Leavitt, Trump estaria insatisfeito com o andamento do caso e já havia adotado sanções contra o Brasil. “O presidente dos EUA, Donald Trump, não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, afirmou.
Na sequência, a porta-voz direcionou a fala ao Brasil. “A liberdade de expressão é a questão mais importante dos nossos tempos. O presidente Trump leva isso muito a sério, e por isso tomamos ações contra o Brasil”, declarou. Eduardo Bolsonaro repostou o vídeo na rede social X e comentou: “O mundo agradece”.
Nesta semana, o governo norte-americano elevou a pressão, combinando sanções ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, com a imposição de uma sobretaxa de cinquenta por cento sobre produtos brasileiros. Washington justificou a medida pela situação de Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Alexandre de Moraes já havia sido alvo de sanções anteriores, como suspensão de visto, bloqueio de bens e restrições a operações financeiras nos Estados Unidos. O Departamento de Estado reforçou essa posição na terça-feira, republicando mensagem do subsecretário de Diplomacia Pública, Darren Beattie, prometendo “medidas cabíveis” contra o ministro.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

