A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS alcançou um marco importante em suas investigações. Nesta sexta-feira (12), o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a um pedido feito pela comissão, em conjunto com a Polícia Federal, e determinou a prisão de dois dos principais suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas: o empresário conhecido como “Careca do INSS” e Maurício Camisotti.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os investigados estavam “dilapidando o patrimônio e escondendo o dinheiro roubado da Previdência brasileira”. Ele destacou que a decisão do STF representa um passo decisivo no enfrentamento das irregularidades, que, segundo as investigações, envolvem dirigentes de sindicatos, associações e empresas de fachada criadas para desviar recursos públicos.

“Eu não falei que não ficaria impune? Pois demos o primeiro passo. O STF aceitou nosso pedido e colocou na cadeia os responsáveis. Outros suspeitos ainda precisam ser responsabilizados e também irão para a prisão”, declarou Viana.

O senador ressaltou que a CPMI continuará atuando com firmeza. Ele informou que já foi solicitado que os dois presos compareçam à comissão para prestar depoimento. “Eles têm muitas explicações a dar diante do povo brasileiro. A impunidade machuca, mas estamos firmes no propósito de entregar uma resposta ao país”, enfatizou.

Viana lembrou ainda que a comissão encontrou indícios de participação de dirigentes sindicais e associativos em fraudes milionárias, realizadas por meio de empresas fantasmas. “É um compromisso com os aposentados, pensionistas e todos os brasileiros que contribuem para a Previdência. Não vamos descansar enquanto o esquema não for totalmente esclarecido”, garantiu.

As prisões representam o primeiro resultado judicial direto das investigações da CPMI, instalada para apurar descontos irregulares e fraudes em benefícios previdenciários.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


Avatar

administrator