O senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou nesta segunda-feira um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Segundo ele, a intenção é realizar o encontro ainda nesta semana, entre quarta e quinta-feira.
O pedido ocorre dias após Nogueira afirmar que Bolsonaro já teria escolhido em quem pretende apostar nas eleições presidenciais de 2026. O senador declarou que, em sua avaliação, os únicos nomes “viáveis” da direita para o pleito são os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
A declaração provocou reação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que também é pré-candidato à Presidência. “Acredito que o presidente Bolsonaro já decidiu. Defendo que o anúncio seja feito até janeiro. Quem vai ser, só ele sabe. Eu imagino, mas a legitimidade é dele, do Flávio ou até da Michelle, que tem contato direto com ele”, afirmou Nogueira.
O senador elogiou Tarcísio e Ratinho Júnior por apresentarem “baixo índice de rejeição e alto potencial de crescimento eleitoral”. “Vejo dois candidatos viáveis. Eles têm metade da rejeição do Bolsonaro e quase 40% de desconhecimento. Isso é uma grande vantagem. Mas só têm viabilidade com o apoio do presidente”, declarou.
Caiado rebateu as declarações e acusou Nogueira de tentar se “cacifar como vice” em uma eventual chapa liderada por Tarcísio. O governador afirmou ainda que o senador “não é porta-voz de Bolsonaro”. Em resposta, Nogueira ironizou o colega e disse que ele “parece ter tempo livre demais para escrever textos longos nas redes sociais”.
O embate ocorre em meio às negociações para a formação da federação partidária entre União Brasil e PP, que poderá unir os dois políticos sob a mesma sigla nas eleições de 2026.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

