O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recebeu, no dia 14 de outubro, um grupo de 110 estudantes de Direito da Faculdade Anhanguera em uma visita técnica pelo programa Por Dentro do MP. A atividade foi promovida em parceria com o Compor-MPMG — Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica — e teve como objetivo apresentar o funcionamento do órgão e incentivar o uso de métodos consensuais de resolução de conflitos.
Criado para aproximar o Ministério Público da sociedade, o programa proporcionou aos estudantes a oportunidade de conhecer de perto a estrutura e o funcionamento do Compor-MPMG, considerado referência nacional em inovação e pioneirismo entre as instituições do Ministério Público. A unidade atua com uma equipe técnica especializada e espaços específicos voltados ao fomento da autocomposição, aplicando métodos como Mediação, Negociação, Conciliação e Práticas Restaurativas. Esses instrumentos permitem o tratamento humanizado de demandas coletivas, com foco em soluções eficazes, cooperativas e duradouras.
A recepção do grupo foi conduzida pela coordenadora do programa, Ana Catão, servidora da Assessoria de Comunicação do MPMG. A abertura do encontro contou com a participação do procurador de Justiça Francisco Rogério Barbosa Campos, coordenador do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (Nupia), que apresentou o funcionamento do Compor e os benefícios dos métodos autocompositivos para o sistema de justiça. “A autocomposição representa o amadurecimento institucional do Ministério Público, porque privilegia o diálogo e a corresponsabilidade na construção de soluções”, afirmou o procurador.
Em seguida, o assessor jurídico do Compor-MPMG, João Nikolas Vieira, ministrou uma palestra sobre Comunicação Não Violenta (CNV), destacando a importância da empatia e da escuta ativa nos processos de mediação. “A CNV é uma ferramenta que humaniza o processo de resolução de conflitos, permitindo que as partes se compreendam e encontrem soluções sustentáveis”, observou.
Durante a visita, os estudantes percorreram as instalações do Compor-MPMG, projetadas para oferecer acolhimento e versatilidade. As salas de reuniões e de mediação foram apresentadas como espaços que promovem um ambiente de diálogo igualitário, pautado na inclusão e na escuta. O grupo também visitou o Memorial do MPMG, que retrata a trajetória histórica da instituição e seu papel social em Minas Gerais.
A professora Nathália Drumond destacou a relevância da experiência para a formação dos alunos. “Foi uma vivência enriquecedora. Fomos recebidos com muita atenção e pudemos compreender melhor o papel do Ministério Público e a importância da mediação como caminho para uma justiça mais humanizada”, avaliou.
O Compor-MPMG vem consolidando a autocomposição como ferramenta estratégica para fortalecer o empoderamento dos envolvidos em conflitos e prevenir litígios prolongados. O modelo busca promover uma cultura de diálogo, reparação e cooperação, alinhada ao compromisso do Ministério Público com a pacificação social. “A autocomposição é um instrumento de transformação. Ao invés de apenas punir, o Ministério Público passa também a restaurar e construir pontes”, reforçou Francisco Rogério.
A iniciativa reforça o compromisso do MPMG com o fortalecimento da cultura da paz e com a formação de profissionais conscientes sobre o papel social da justiça.
Foto:: Eric Bezerra/MPMG

