O governo de Alagoas informou ao Supremo Tribunal Federal que levou cinco meses para comunicar o desligamento da tornozeleira eletrônica do ex-presidente Fernando Collor porque não sabia o e-mail institucional do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A justificativa foi enviada à Corte nesta sexta-feira, 24, após questionamento do magistrado sobre o motivo da demora. Segundo a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social, “não houve qualquer intenção de omissão”, e o atraso “decorreu exclusivamente da ausência de conhecimento prévio do e-mail institucional”, o que acabou postergando o envio do relatório oficial.
Collor cumpre prisão domiciliar desde o início de maio, após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas informou ao STF que a tornozeleira ficou sem bateria entre os dias 2 e 3 daquele mês, justamente nos primeiros dias de cumprimento da pena. O aviso, porém, só chegou ao tribunal em outubro, o que levou Moraes a solicitar explicações formais ao governo alagoano. O episódio levantou dúvidas sobre a eficiência do acompanhamento do ex-presidente e expôs falhas burocráticas no sistema estadual de comunicação com o Judiciário federal. (201 palavras)
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

