O Brasil defendeu a criação de uma coalizão global pela alfabetização durante a reunião de ministros da Educação do G20 realizada na África do Sul. A ideia foi defendida pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que participou de uma série de compromissos bilaterais e multilaterais focados na educação nos primeiros anos de vida. O Brasil ocupou a presidência do G20 Educação em 2024 e, neste ano, o grupo esteve sob o comando da África do Sul.

“Discutimos a proposta de criação de uma coalização global em defesa da alfabetização na idade certa. Uma proposta feita por nós, brasileiros, por considerar a importância de as crianças aprenderem na idade adequada”, afirmou o ministro. “A alfabetização é o ponto de partida para a igualdade de oportunidades”.

Santana também participou de uma reunião de alto nível do Fórum Ibas, um mecanismo de diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul, criado em 2003 para promover a cooperação Sul-Sul. Além dos ministros da educação dos três países, o encontro contou com a presença de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os ministros discutiram estratégias para acelerar a alfabetização na idade certa, que foi pontuada como premissa essencial para o desenvolvimento humano inclusivo. Em declaração conjunta, os três países destacaram que a aprendizagem fundamental – que abrange a educação e o cuidado na primeira infância e os primeiros anos da educação básica – deve ser tratada como prioridade global.

Em sua participação, Camilo Santana defendeu veementemente a cooperação internacional e o multilateralismo como ferramentas cruciais para ampliar o acesso e melhorar a qualidade da educação em todo o mundo. “Desafios como alcançar a plena alfabetização e proficiência numérica devem ser enfrentados com urgência, por meio de esforços que envolvam organizações da ONU, Estados-Membros e a sociedade civil”, reforçou o ministro.

A presidência sul-africana, à frente do Grupo de Trabalho de Educação do G20 (EdWG), escolheu como temas prioritários a aprendizagem na primeira infância; o reconhecimento mútuo de qualificações acadêmicas e profissionais; e a formação e valorização dos docentes para um mundo em transformação. “Juntas, essas iniciativas fazem parte de uma agenda mais ampla de formação, dignidade e inclusão”, disse Santana. “Apesar das diferenças, trabalhamos com o mesmo propósito: assegurar uma educação de qualidade para todos, garantindo que ninguém seja deixado para trás”.

Foto: MEC/Divulgação


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