Em apenas dois dias de funcionamento, a ferramenta BC Protege+ bloqueou mil seiscentas e trinta tentativas de abertura de contas fraudulentas. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo Banco Central, cento e quarenta e cinco mil e quinhentas pessoas ativaram a proteção, e as instituições financeiras realizaram um milhão e novecentas mil consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares. Os dados foram registrados até as dezessete horas e quarenta e cinco minutos desta terça-feira, dia dois.
Lançado na segunda-feira, dia primeiro, o BC Protege+ é um serviço gratuito criado para reforçar a segurança de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de contas-correntes, poupança e contas de pagamento pré-pagas. Ao ativar o recurso, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir novas contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A verificação no sistema é obrigatória para todas as instituições financeiras antes da abertura de qualquer conta.
O mecanismo funciona como uma camada adicional de proteção, ajudando a prevenir golpes de identidade e evitando que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas de forma ilegal em nome do cidadão ou da empresa.
Para ativar o BC Protege+, o usuário deve acessar a área logada do Meu BC utilizando conta Gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitada. Em seguida, deve localizar o serviço e ativar a proteção. No caso de empresas, colaboradores registrados no Gov.br também podem habilitar o recurso em nome da organização. Após a ativação, a escolha fica registrada no sistema e é automaticamente informada às instituições financeiras no momento das consultas.
Caso o usuário deseje abrir uma nova conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente. O Banco Central recomenda programar a reativação automática, garantindo a manutenção da segurança após o procedimento. O serviço pode ser ativado ou desativado a qualquer momento e não possui qualquer custo ao usuário.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

