O ministro Antônio Carlos Ferreira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), renovou o pedido de vista no julgamento que analisa as ações contra o governador Cláudio Castro, do PL, e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, do União Brasil. A decisão adia novamente a continuidade do processo, que agora deve ser retomado somente no próximo ano.

No despacho enviado à presidência do tribunal, o magistrado afirmou que o adiamento se justifica “ante a relevância, a complexidade da matéria e o grande volume de documentos a serem examinados”, reforçando que precisa de prazo adicional para concluir a análise do caso.

O julgamento havia sido iniciado no começo do mês passado, mas foi interrompido justamente pelo pedido de vista de Antônio Carlos Ferreira, que agora é renovado. A ministra Isabel Gallotti, relatora das ações, já apresentou voto defendendo a cassação de Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Segundo seu entendimento, “a destinação de recursos do governo estadual ao Ceperj teve finalidade eleitoral e desequilibrou o pleito que reelegeu o governador”.

Em sua manifestação, a relatora acolheu o argumento do Ministério Público Eleitoral (MPE), que aponta uso irregular da estrutura pública para favorecer a campanha à reeleição. Diante do novo pedido de vista, a tendência é que a análise só seja retomada em fevereiro.

A renovação ocorre justamente na mesma semana em que Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal, acusado de repassar informações sigilosas sobre a operação que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), em 2024, Castro havia sido absolvido por quatro votos a três. O governador nega qualquer irregularidade e afirma que não há provas que o incriminem no caso envolvendo contratações no Ceperj e na Uerj.

Fotos: Rafael Campos


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