Influenciado por fatores externos e pelas expectativas em torno da reunião do Comitê de Política Monetária, o mercado financeiro registrou um movimento de recuperação. O dólar comercial se aproximou do patamar de R$ 5,40, enquanto a bolsa de valores encerrou o pregão praticamente estável, mantendo-se acima dos 159 mil pontos, após um dia marcado por volatilidade.

A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,404, com queda de R$ 0,064, equivalente a recuo de 1,17%. Apesar de ter iniciado o dia em alta, o dólar inverteu a trajetória ainda no período da manhã, acompanhando o maior apetite ao risco por parte dos investidores. Na mínima da sessão, registrada por volta do meio da tarde, a cotação chegou a R$ 5,39.

Mesmo com o recuo observado no pregão, o dólar ainda acumula valorização de 1,29% no mês de dezembro. No acumulado de 2025, no entanto, a divisa apresenta queda expressiva de 12,56%, refletindo a entrada de recursos externos e a atratividade do mercado doméstico.

No mercado acionário, o desempenho foi instável. O índice Ibovespa chegou a subir 0,48% no início da tarde, mas perdeu fôlego nas horas finais de negociação. Ao término do pregão, o principal indicador da B3 encerrou aos 159.189 pontos, com alta marginal de 0,07%. O desempenho positivo de ações ligadas ao setor de mineração foi decisivo para evitar um fechamento no campo negativo.

Entre os fatores internos, investidores reagiram ao tom considerado mais duro do comunicado divulgado após a reunião do Copom. A ausência de sinalização clara sobre um possível início do ciclo de cortes de juros estimulou a entrada de dólares no país. “O mercado entendeu que o Banco Central seguirá cauteloso”, avaliaram analistas.

No cenário internacional, pesou a diferença entre a taxa básica de juros brasileira, mantida em 15% ao ano, e os juros dos Estados Unidos, reduzidos em 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano. Esse diferencial favorece a migração de capitais para economias como a brasileira, aliviando a pressão sobre o câmbio e sustentando o mercado de ações.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


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