O Brasil deverá encerrar 2025 com uma safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O volume representa crescimento de 18,2% em relação a 2024, quando a produção somou 292,7 milhões de toneladas, consolidando o melhor resultado da série histórica acompanhada pelo órgão.

Apesar do desempenho expressivo em 2025, o IBGE projeta retração moderada para 2026. A estimativa inicial aponta que a safra do próximo ano deve alcançar 339,8 milhões de toneladas, o que representa queda de 1,8% em comparação com 2025, ou redução de 6,3 milhões de toneladas. Ainda assim, o instituto ressalta que a previsão atual é superior à apresentada em prognósticos anteriores.

Para a safra de 2026, o IBGE passou a incluir a canola e o gergelim no levantamento oficial. Embora esses produtos ainda tenham cultivo restrito a poucas unidades da federação, eles vêm ganhando relevância nos últimos anos e ampliam o escopo da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no país.

Em 2025, arroz, milho e soja permanecem como os principais produtos agrícolas do grupo analisado. Juntos, eles respondem por 92,7% da produção estimada e por 87,9% da área total a ser colhida. A soja lidera em volume, com produção estimada em 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica e alta de 14,6% em relação a 2024.

O milho também atingiu patamar recorde, com previsão de 141,7 milhões de toneladas, crescimento de 23,6% na comparação anual. Outro destaque foi o algodão herbáceo em caroço, cuja produção estimada chegou a 9,9 milhões de toneladas, aumento de 11,4% frente ao ano anterior.

A produção de arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas, avanço de 19,4%. O trigo deve alcançar 7,8 milhões de toneladas, alta de 3,7%, enquanto o sorgo apresentou uma das maiores variações percentuais, com crescimento de 35,5%, totalizando 5,4 milhões de toneladas.

O prognóstico divulgado nesta quinta-feira é o terceiro referente à safra de 2026. Mesmo indicando produção inferior à de 2025, o novo cálculo mostra melhora em relação à projeção anterior, divulgada em dezembro de 2024. Em relação ao segundo prognóstico, houve acréscimo de 4,2 milhões de toneladas, o que representa aumento de 1,2% na estimativa para 2026.

Segundo o IBGE, a redução prevista para 2026 decorre principalmente da menor expectativa de produção de milho, com queda de 6% ou 8,5 milhões de toneladas. Também são esperadas reduções no sorgo, no arroz, no algodão herbáceo em caroço e no trigo. Em contrapartida, a soja deve crescer 2,5%, com acréscimo de 4,2 milhões de toneladas, enquanto o feijão tende a registrar aumento de 3,1% na primeira safra.

Foto: Paulo Whitaker


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