O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília no início desta semana, em meio à crise institucional provocada pelas investigações envolvendo o Banco Master. Mesmo durante o período de recesso do Judiciário, Fachin passou a manter conversas reservadas com outros ministros da Corte para avaliar o andamento do caso e seus reflexos internos.

Desde 12 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do tribunal, assumiu o plantão judiciário, substituindo Fachin, que havia exercido a função entre o fim de dezembro e o começo de janeiro. Apesar do retorno antecipado à capital federal, o presidente do STF segue oficialmente de férias, assim como os demais magistrados, já que o recesso se estende até o final do mês. O tribunal retoma integralmente suas atividades no dia 2 de fevereiro.

A condução das apurações sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli tem gerado desconforto entre integrantes da Corte. Nos bastidores, há avaliação de que decisões tomadas no âmbito do inquérito ultrapassaram o padrão tradicional de atuação do STF e ampliaram tensões institucionais.

Parte desse incômodo está relacionada à relação com outros órgãos responsáveis pela apuração, como a Polícia Federal. Ministros consideram que o caso exige cautela redobrada para evitar desgaste da imagem do tribunal.

Na segunda-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi acionado pelo senador Eduardo Girão, que solicitou análise sobre possível conflito de interesses e eventual suspeição de Toffoli na condução do processo.

Foto: Rosinei Coutinho/STF


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