O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou ter o aval do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para adotar uma postura de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta quinta-feira, na qual Caiado conversou ao lado dos governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Durante a entrevista, o governador goiano foi questionado sobre críticas feitas no passado a Kassab. Em resposta, Caiado afirmou que não pretende reabrir esse debate e classificou o tema como irrelevante diante do atual cenário político. Segundo ele, não cabe discutir “nota de rodapé na longa trajetória política ao lado do Kassab, que vem desde 1989, ainda na pré-campanha à Presidência da República”.

Caiado destacou que o foco da discussão deve ser o rumo do país e a construção de uma alternativa ao atual governo. “Acho que o importante neste momento é saber o que o Brasil deseja, que não é o modelo que está aí instalado. O candidato do PSD precisará ter coragem para enfrentar esses temas. Não pode ser híbrido”, afirmou. O governador acrescentou que as diferenças internas são legítimas. “Cada um tem um estilo. O estilo de um e de outro será respeitado, isso não é defeito. Eu continuarei com minha posição, tive oportunidade de conversar isso com o presidente Kassab”, disse.

Na entrevista, Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite detalharam como pretendem lidar com a disputa interna no PSD pela indicação do candidato à Presidência. A corrida ganhou novo fôlego após a filiação de Caiado ao partido, anunciada na terça-feira, quando deixou o União Brasil.

A chegada do governador ao PSD foi interpretada por diferentes forças políticas como parte de uma estratégia para pulverizar candidaturas de oposição a Lula. O objetivo seria evitar uma polarização direta entre o atual presidente e o senador Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai, Jair Bolsonaro, como candidato.

O movimento fortalece Kassab, que passa a concentrar três presidenciáveis em seu partido. O dirigente também mantém influência sobre o governador paulista Tarcísio de Freitas. O desafio do trio será atrair setores do mercado financeiro, da indústria e do agronegócio, que buscam uma alternativa competitiva ao governo federal.

Foto; Secom/ Governo de Goiás 


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