O governador de Rondônia, Marcos Rocha, anunciou neste sábado sua filiação ao Partido Social Democrático, em movimento articulado diretamente pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab. A mudança partidária ocorre poucos dias após o ingresso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na mesma sigla, consolidando uma ofensiva do PSD para ampliar seu espaço entre chefes de Executivos estaduais.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rocha aparece ao lado de Kassab no momento da assinatura da ficha de filiação e comenta a saída do União Brasil. Para o dirigente partidário, a chegada do governador representa um reforço estratégico importante. “Ele toma uma decisão, no campo da política, que nos envaidece e fortalece muito o PSD. Governador, tenho certeza absoluta que o PSD será de extrema relevância na sua carreira”, afirmou Kassab, ao destacar a presença da legenda na Região Norte.

Marcos Rocha ressaltou que a escolha pelo PSD também leva em conta o crescimento do partido em nível nacional e a presença de nomes com projeção política. “A gente fica feliz com nomes importantes que fazem parte desta legenda, como o Caiado que acabou de entrar. O governador Ratinho Jr, o Eduardo Paes e tantos outros que têm atuado firme para fortalecer o país”, declarou o governador de Rondônia.

A movimentação segue a mesma estratégia adotada por Caiado, que vinha demonstrando insatisfação com o União Brasil, sobretudo diante das resistências internas para confirmar sua pré-candidatura à Presidência da República. No PSD, ele se soma a outros dois governadores apontados como possíveis postulantes ao Palácio do Planalto, Ratinho Jr, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Kassab afirmou que o partido não realizará prévias e que o nome do candidato à Presidência será definido diretamente pela direção nacional. Segundo ele, o anúncio ocorrerá até o dia quinze de outubro, em decisão centralizada no comando da legenda.

De acordo com aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Palácio do Planalto não atribuiu grande peso político às recentes filiações promovidas por Kassab. Na avaliação do entorno presidencial, mesmo que Caiado confirme candidatura, ele não teria força suficiente para romper a polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro, mantendo o cenário eleitoral relativamente estável.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil


Avatar

administrator