O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta segunda-feira, dia dois, que, caso seja escolhido pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para disputar a Presidência da República, pretende liderar um projeto nacional de despolarização. Em entrevista ao portal g1, o governador gaúcho declarou que essa proposta representa seu principal diferencial em relação aos demais pré-candidatos do partido.

Leite disse que se sente preparado para conduzir um caminho alternativo ao cenário político atual. Segundo ele, o Brasil precisa superar a polarização que coloca brasileiros contra brasileiros. O governador ressaltou que, nas eleições de dois mil e vinte e dois, não apoiou nem Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nem Jair Bolsonaro, do PL, o que, em sua avaliação, reforça sua posição independente.

O governador é pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD e disputa a indicação da legenda com Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Ambos apoiaram Jair Bolsonaro no pleito anterior.

Leite afirma ser crítico dos 2 polos que dominam a política nacional e defende uma alternativa fora da polarização entre esquerda e direita. Segundo ele, essa posição implica enfrentar críticas de ambos os lados, mas reforça sua disposição de seguir com a candidatura como alternativa ao eleitorado.

De acordo com o governador, o PSD busca um nome com capacidade de levar a disputa ao segundo turno. Ele explicou que a definição será construída por meio de encontros e diálogos nas próximas semanas, levando em conta o contexto político e a percepção do eleitorado.

O partido deve anunciar seu candidato até o dia quinze de abril. Kassab sinalizou que adotará um critério político na escolha, embora o desempenho nas pesquisas também seja considerado.

Nas simulações mais recentes da Genial Quaest, divulgadas em dez de janeiro, Ratinho Júnior aparece com oito por cento das intenções de voto, enquanto Caiado registra quatro por cento e Leite três por cento. Nenhum dos três avançaria ao segundo turno, que, segundo o levantamento, seria disputado por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro.

Na próxima sexta-feira, dia 6, Kassab reunirá os três pré-candidatos em São Paulo para eventos partidários e cerimônias de filiação de pelo menos doze políticos em cinco cidades do estado. Segundo o presidente do PSD, o Brasil estará bem servido caso qualquer um dos três governadores seja eleito presidente a partir de dois mil e vinte e sete.

Foto: Maurício Tonetto/Secom


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