A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para reforçar o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o encontro, ela apresentou o parecer da Procuradoria-Geral da República favorável à mudança de regime e argumentou que o quadro de saúde exige cuidados contínuos.

O documento enviado pela PGR nesta segunda-feira sustenta que Bolsonaro necessita de monitoramento permanente, diante do risco de alterações súbitas e imprevisíveis. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o sistema prisional não oferece estrutura adequada para esse acompanhamento e que o ambiente familiar seria mais apropriado para preservar a integridade física do ex-presidente.

Segundo relatos, Michelle destacou ao ministro que os argumentos técnicos apresentados pela PGR confirmam a necessidade da domiciliar. Ela afirmou que Bolsonaro não pode dormir sozinho e relembrou episódios recentes de broncoaspiração que agravaram seu estado de saúde e levaram à internação hospitalar.

Durante a conversa, a ex-primeira-dama se emocionou ao descrever a rotina da família. Disse que prepara refeições diariamente e que familiares se revezam no transporte dos alimentos, além de mencionar a participação do irmão e da filha no apoio ao ex-presidente. Para ela, a permanência em casa permitiria cuidados mais próximos e constantes.

Interlocutores afirmam que Michelle buscou combinar os argumentos técnicos com exemplos práticos para demonstrar a necessidade da medida. A avaliação dela é de que a domiciliar atenderia tanto às recomendações médicas quanto às necessidades do cotidiano familiar.

A reunião teve duração de cerca de 20 minutos. Após o encontro, a ex-primeira-dama demonstrou expectativa de um desfecho favorável ao pedido.

Entre aliados, há a previsão de que a decisão sobre a prisão domiciliar possa ocorrer até o fim da semana. A expectativa é de que o eventual benefício seja concedido antes da alta hospitalar de Bolsonaro, que ainda não tem data definida, mas pode acontecer em pelo menos três dias. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil


Avatar

administrator