O Supremo Tribunal Federal condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por participação indireta nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão considerou que o repasse de R$ 500 contribuiu para o fretamento de um ônibus que levou manifestantes de Blumenau até a capital federal.
Hahn foi responsabilizado pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa. A condenação foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal no dia 2 de março.
A defesa do empresário apresentou recurso contra a decisão, que chegou a ser incluído na pauta de julgamento do dia 20, mas acabou retirado sem nova data definida. Além de Hahn, outros dois homens também foram condenados por participação no financiamento do transporte.
De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Rene Afonso Mahnke transferiu R$ 1.000, enquanto Vilamir Valmor Romanoski teria contribuído com R$ 10.000. Segundo a acusação, Romanoski exercia papel de liderança em mobilizações políticas na região de Blumenau.
Durante audiência, Hahn afirmou que realizou a transferência via Pix a pedido de um conhecido, que teria solicitado o valor como empréstimo, sem informar o destino da viagem. Já o proprietário da empresa de ônibus declarou que associou o pagamento ao fretamento do veículo para Brasília.
A defesa sustenta que não há provas de que o empresário soubesse da finalidade do repasse ou tivesse intenção de financiar atos ilícitos, argumento que será analisado em eventual novo julgamento.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

