O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou a redução da tarifa sobre produtos fabricados com aço, alumínio e cobre importados, que passará de 50% para 25%. A medida foi divulgada pela Casa Branca e integra uma estratégia para proteger a indústria nacional e reformular critérios de tributação.

A principal mudança estabelece que a nova alíquota será aplicada sobre o valor total do produto acabado que contenha esses metais, substituindo o modelo anterior, que considerava apenas o valor do conteúdo metálico. Apesar da redução, a tarifa de 50% será mantida para produtos de aço e alumínio considerados básicos, compostos quase integralmente por esses materiais.

O governo americano também definiu que itens com menos de 15% de aço, alumínio ou cobre em sua composição ficarão isentos das tarifas previstas na chamada Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio. Produtos estrangeiros que utilizarem metais originários dos Estados Unidos ou do Reino Unido terão tarifa reduzida para 10%.

Além disso, equipamentos industriais intensivos em metais e componentes da rede elétrica pagarão tarifas de 15% até 2027. A medida busca incentivar a expansão da base industrial americana e reduzir a dependência de insumos importados.

Segundo a Casa Branca, as políticas tarifárias adotadas nos últimos anos contribuíram para o aumento da utilização da capacidade produtiva interna. No setor de alumínio, por exemplo, esse índice passou de cerca de 39% em 2017 para aproximadamente 50,4% atualmente.

Em nota oficial, o governo afirmou que as importações desses metais, em determinados volumes e condições, representam risco à segurança nacional. A justificativa se baseia na legislação que permite a adoção de medidas comerciais para proteger setores considerados estratégicos.

A decisão deve impactar o comércio internacional e gerar reflexos em cadeias produtivas globais, especialmente em países exportadores de metais e produtos industriais para os Estados Unidos.

Foto: EFE/Arquivo


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