O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira que uma eventual derrota eleitoral do partido poderá prolongar a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. A declaração foi feita durante evento de investimentos promovido pelo Bradesco, em São Paulo, ao comentar os desafios internos da base política.
Segundo Valdemar, a vitória eleitoral é vista como estratégica para o grupo. “Se nós não ganharmos a eleição, o Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, disse, ao abordar a necessidade de evitar conflitos entre aliados e fortalecer a articulação política.
A fala ocorre em meio a recentes desentendimentos públicos entre o deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira. Diante do cenário, o dirigente partidário anunciou que pretende intensificar o diálogo com lideranças do campo político para conter divergências.
Antes de viajar, Valdemar deve se reunir com Nikolas Ferreira em um jantar previsto para esta quarta-feira. O parlamentar mineiro tem recebido destaque dentro do partido, sendo apontado por lideranças como um dos principais nomes da nova geração política.
Já no dia 19, o presidente do PL embarca para Miami, nos Estados Unidos, onde pretende se encontrar com Eduardo Bolsonaro. A agenda busca promover alinhamento interno e reduzir tensões que vêm ganhando visibilidade nas redes sociais.
Durante o evento, Valdemar também avaliou o desempenho eleitoral anterior do grupo. Segundo ele, a derrota em 2022 esteve associada a decisões estratégicas, como a manutenção do então candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto.
O dirigente ainda apontou dificuldades na relação com o eleitorado feminino como um fator relevante naquele contexto. Para ele, a condução política durante a pandemia contribuiu para o cenário desfavorável ao grupo.
Apesar das críticas internas, Valdemar demonstrou confiança na disputa eleitoral deste ano. Ele afirmou que o desempenho do partido dependerá, sobretudo, da capacidade de organização e unidade entre seus integrantes.
A movimentação indica uma tentativa de recompor alianças e evitar novos conflitos que possam impactar a estratégia política do PL no cenário nacional.
Foto: Jonathas Brandão/Divulgação

