A ministra Cármen Lúcia anunciou a antecipação de sua saída da presidência do Tribunal Superior Eleitoral e marcou para a próxima semana, no dia 14, a eleição de seu sucessor, o ministro Kassio Nunes Marques. A decisão dá início ao processo de transição na cúpula da Justiça Eleitoral.
Segundo a magistrada, a medida foi adotada com o objetivo de garantir estabilidade administrativa e evitar transtornos na condução do processo eleitoral. Ela destacou que mudanças na direção da Corte próximas ao período do pleito podem comprometer o funcionamento adequado da instituição.
Cármen Lúcia ressaltou que a antecipação busca assegurar “equilíbrio e calma” na passagem das funções, além de permitir que a nova gestão tenha tempo suficiente para se preparar para os desafios eleitorais. A ministra também enfatizou a importância do respeito institucional e do coleguismo entre os integrantes do tribunal.
A futura composição da direção do TSE contará ainda com o ministro André Mendonça como vice-presidente. De acordo com Cármen, o trio já iniciou conversas para organizar a transição e definir os próximos passos da administração da Corte.
A posse da nova cúpula está prevista para o mês de maio. Pela regra atual, Cármen Lúcia poderia permanecer na presidência até 3 de junho, mas optou por antecipar a saída para evitar sobrecarga de funções e garantir maior eficiência na condução dos trabalhos.
A ministra afirmou que não tem apego ao cargo e destacou que também exerce atividades no Supremo Tribunal Federal, o que demanda dedicação significativa. Segundo ela, a acumulação de funções pode prejudicar o desempenho administrativo.
Com a decisão, o TSE inicia um período de transição planejada, buscando assegurar continuidade institucional e organização adequada para as eleições.
Foto: Gustavo Moreno/STF

