O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira, dia 20, que o país se posicionará contra qualquer tentativa de invasão a Cuba. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Hannover, onde o presidente cumpria agenda oficial ao lado do chanceler alemão.

Durante a fala, Lula criticou as sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha caribenha, classificando o embargo como um bloqueio ideológico e uma vergonha mundial. Segundo ele, Cuba não teve a oportunidade de definir plenamente seu próprio caminho após a revolução, em razão das restrições econômicas impostas ao longo de décadas.

O presidente também ampliou sua posição ao afirmar que é contra qualquer tipo de intervenção estrangeira em outros países. Ele citou conflitos recentes e reforçou que defende o respeito à soberania das nações. Em sua avaliação, nenhum país deve interferir na forma como outro organiza sua sociedade, destacando o princípio da autodeterminação dos povos.

Lula declarou que adotou a mesma postura em relação a outras situações internacionais, mencionando episódios envolvendo Venezuela, Ucrânia, Gaza e Irã. Para ele, a integridade territorial deve ser preservada em todos os casos, independentemente do contexto político ou geopolítico.

Ao comentar especificamente sobre Cuba, o presidente reiterou críticas ao embargo econômico mantido pelos Estados Unidos há décadas. Segundo ele, essa política limita o desenvolvimento do país e impede que a população cubana tenha condições de escolher livremente seu futuro.

O chanceler alemão Friedrich Merz, que participou da coletiva, também comentou o tema e afirmou não ver justificativa para uma intervenção no país caribenho. Ele destacou que, apesar dos desafios enfrentados por Cuba, não há indicativos que sustentem uma ação externa.

A declaração ocorre em meio a tensões internacionais e discussões sobre possíveis intervenções em diferentes regiões do mundo. Lula reforçou que a solução para conflitos deve passar pelo diálogo e pela diplomacia, e não pelo uso da força.

Além do tema geopolítico, a visita do presidente à Alemanha inclui participação em eventos econômicos e encontros com autoridades locais. A agenda faz parte de uma série de compromissos na Europa voltados ao fortalecimento das relações comerciais e políticas do Brasil.

Ao final, Lula reiterou que o Brasil manterá uma postura contrária a intervenções unilaterais e continuará defendendo soluções pacíficas para disputas internacionais, com base no respeito entre os países e no multilateralismo.

Foto: Ricardo Stuckert / PR


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