A unidade da Universidade Estadual de Minas Gerais em Ubá terá início do semestre letivo mantido, apesar dos danos provocados pelas fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias. A decisão busca garantir a continuidade das atividades acadêmicas sem prejuízo ao calendário dos estudantes, enquanto medidas emergenciais e estruturais são colocadas em prática.

O campus sofreu danos significativos, com perda total de equipamentos e destruição completa do acervo bibliográfico da biblioteca, atingida por inundação sem possibilidade de recuperação. Quatro laboratórios também foram afetados, o que gerou necessidade de reavaliação das condições para retomada de atividades práticas.

Mesmo com o cenário de emergência, as aulas do semestre de 2026 estão mantidas para o dia 9 de março, conforme o calendário acadêmico. Para assegurar o funcionamento da unidade, foi definida a utilização temporária de escolas da rede municipal como espaços para atividades acadêmicas e administrativas.

A medida foi adotada como solução emergencial para preservar o cronograma letivo enquanto a equipe gestora realiza levantamento detalhado dos prejuízos e das necessidades para reposição de equipamentos e reorganização da estrutura. As atividades que dependem de laboratórios seguem em avaliação.

Segundo a direção educacional envolvida na resposta à crise, a prioridade é evitar interrupção do ensino e assegurar condições para que estudantes iniciem o semestre regularmente. Paralelamente, técnicos analisam as demandas mais urgentes para recuperação do campus atingido.

No médio e longo prazo, a perspectiva é viabilizar uma nova unidade em terreno doado pela prefeitura em 2025, localizado fora da zona de risco de alagamentos. A proposta é construir estrutura mais segura e adequada para a comunidade acadêmica, reduzindo vulnerabilidades diante de eventos climáticos extremos.

A nova unidade é tratada como solução definitiva para substituir a atual instalação, que voltou a expor fragilidades diante das chuvas intensas. A expectativa é que o projeto também amplie condições de funcionamento e fortaleça a oferta de ensino superior público na região.

A articulação para viabilizar a nova sede envolve cooperação entre diferentes órgãos e o município. Enquanto isso, a estratégia emergencial busca assegurar normalidade acadêmica e minimizar impactos para estudantes, professores e servidores.

A manutenção do início das aulas é vista como medida para preservar o calendário e evitar prejuízos pedagógicos, enquanto o episódio reacende discussões sobre infraestrutura educacional e adaptação a eventos climáticos que têm afetado equipamentos públicos em diferentes regiões do estado.

 

 

Foto: Divulgação


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