O ex-ministro Ciro Gomes afirmou que decidirá até a primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará em 2026. Durante encontro de pré-candidatos do Partido da Social Democracia Brasileira, em São Paulo, Ciro adotou discurso de alcance nacional e tratou de temas como economia, Judiciário e polarização política.

Mesmo sem confirmar candidatura ao Planalto, o tom da fala foi interpretado por aliados como sinal de disposição para voltar ao cenário presidencial. Ciro disse que considera a decisão uma resposta ao apelo do partido e afirmou estar avaliando o momento político antes de definir o caminho.

Ao mencionar a eleição de 2022, o ex-ministro voltou a criticar o ambiente político e afirmou que enfrentou condições desfavoráveis naquela disputa. Também declarou que, se não fosse a gravidade do cenário nacional, evitaria retornar ao processo eleitoral.

O encontro marcou a primeira agenda pública de Ciro após convite formal do deputado Aécio Neves para liderar eventual chapa presidencial tucana. A ausência de Aécio no evento chamou atenção. O dirigente enviou mensagem em vídeo aos participantes, mas não citou nominalmente Ciro na gravação.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que a indefinição preserva duas frentes políticas. Uma mantém aberta a possibilidade de candidatura nacional. Outra reforça a construção de alternativa para o Ceará, onde Ciro tem base política consolidada e aparece como nome de oposição ao governador Elmano de Freitas.

Aliados sustentam que a decisão será tomada após consultas internas e análise do cenário eleitoral. A estratégia busca evitar precipitação e medir viabilidade em cada frente.

O discurso também reforçou críticas à polarização entre PT e PL, tema recorrente nas manifestações do ex-ministro. A fala foi vista como tentativa de reposicionamento político e reaproximação com setores que defendem alternativa ao atual quadro partidário nacional.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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