A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, afirmou que a adoção da urna eletrônica representou um marco no combate a fraudes eleitorais no Brasil. A declaração foi feita nesta segunda-feira (4), durante evento que celebrou os 30 anos de utilização do equipamento no país.
Segundo a ministra, o sistema eletrônico trouxe mais segurança e transparência ao processo de votação, eliminando práticas irregulares que eram possíveis no modelo anterior, baseado em cédulas de papel. Ela destacou que, no passado, o voto manual permitia situações como a substituição de eleitores e inconsistências na apuração.
Cármen Lúcia ressaltou que, ao longo das últimas décadas, a urna eletrônica garantiu maior confiabilidade aos resultados eleitorais, assegurando que o resultado final reflita com precisão a vontade do eleitor. Para ela, a modernização do sistema fortaleceu a democracia e reduziu significativamente as possibilidades de manipulação.
Durante o evento, o Tribunal Superior Eleitoral também apresentou uma mascote institucional, batizado de Pilili. O nome faz referência ao som emitido pela urna ao final do voto e será utilizado em campanhas educativas, com foco na ampliação da participação de jovens eleitores.
A ministra enfatizou a importância do engajamento da população, especialmente daqueles que completarão 16 anos até o período eleitoral, incentivando o exercício do direito ao voto. Ela reforçou que a participação cidadã é fundamental para a definição dos rumos do país.
O primeiro turno das eleições está previsto para ocorrer no dia 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso necessário, o segundo turno será realizado no dia 25 do mesmo mês.
Foto: Rosinei Coutinho/STF

