O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira para transformar em réus três acusados de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em dois mil e dezoito no Rio de Janeiro.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e analisa denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os acusados teriam praticado atos para dificultar o avanço das investigações, incluindo desaparecimento de provas, uso de testemunhas falsas, realização de diligências consideradas desnecessárias e tentativa de incriminar pessoas inocentes. De acordo com a acusação, as ações tinham o objetivo de garantir a impunidade dos mandantes e executores do assassinato.

No voto apresentado nesta sexta-feira, Alexandre de Moraes afirmou existirem indícios mínimos de autoria e materialidade contra os denunciados. O ministro defendeu a abertura de ação penal para aprofundar a investigação sobre a suposta obstrução.

“Há indícios mínimos de autoria e materialidade de que Rivaldo Barbosa, em conluio com Giniton Lages e Marco Antônio de Barros, obstruíram, mediante ação e omissão imprópria, as investigações correlatas aos referidos homicídios”, afirmou Moraes.

Em fevereiro deste ano, os irmãos Brazão, apontados como mandantes do assassinato, além de Rivaldo Barbosa e outros acusados, foram condenados pelo envolvimento no crime.

A votação virtual seguirá aberta até o dia vinte e dois de maio. As defesas dos acusados negam irregularidades e pedem rejeição da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

Foto: Luiz Silveira/STF


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